ESPÍRITOS OBSESSORES
- João Ribeiro
- 24 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Os espíritos obsessores são aqueles que, ainda presos à ignorância e ao sofrimento, influenciam negativamente outros espíritos, sejam eles encarnados ou desencarnados. Na doutrina espírita, entende-se que esses espíritos permanecem em um estado de perturbação, incapazes de perdoar ou se libertar de suas angústias e mágoas. Muitos deles cultivam sentimentos de vingança, ódio ou apego material, e buscam interferir na vida daqueles com quem têm algum vínculo do passado.
A obsessão pode ocorrer por diversos motivos, sendo o mais comum a existência de laços pretéritos entre o obsessor e o obsediado. Em vidas anteriores, pode ter havido atos de injustiça, violência ou traição, e o espírito obsessor age movido por ressentimentos não resolvidos. Contudo, é importante frisar que, na visão espírita, não existem demônios criados para o mal eterno, como ensinam algumas tradições. Todos os espíritos são criados simples e ignorantes, e o processo de evolução é gradual, permitindo que todos, um dia, alcancem o estado de pureza e sabedoria.
Os sintomas da obsessão podem ser sutis ou evidentes, manifestando-se em sentimentos e pensamentos perturbadores, como tristeza sem motivo, pessimismo constante, irritabilidade, cansaço inexplicável e, em casos mais graves, inclinações destrutivas contra si mesmo ou contra os outros. É importante entender, porém, que o espírito obsessor só consegue agir sobre a pessoa quando há uma brecha, isto é, quando o indivíduo mantém pensamentos e atitudes em baixa vibração, como raiva, rancor, egoísmo e orgulho.
Existem diferentes graus de obsessão, conforme explicado por Kardec: a obsessão simples, em que o espírito apenas influencia os pensamentos de maneira leve; a fascinação, em que a pessoa passa a acreditar cegamente nas ideias do obsessor; e a subjugação, em que há um domínio maior sobre o corpo e a mente do obsediado, levando a comportamentos fora de seu controle.
A chave para evitar a ação dos obsessores está na elevação moral e espiritual. Ao cultivar pensamentos de bondade, caridade, perdão e amor ao próximo, fechamos as portas às influências negativas. O obsessor, por sua vez, muitas vezes se afasta quando encontra resistência no bem, ou pode ser conduzido ao caminho da luz por meio de preces sinceras e vibrações de paz.
Devemos lembrar que os espíritos obsessores também são irmãos em processo de evolução. Por isso, ao invés de medo ou raiva, o ideal é ter compaixão e orar por eles, desejando que, um dia, encontrem o caminho da paz. A força do bem e do amor é a maior proteção que podemos ter. Quando cultivamos uma vida reta e equilibrada, estamos construindo uma barreira natural contra qualquer influência negativa.
Nada pode nos destruir, exceto nossos próprios pensamentos e escolhas. Cultivemos, pois, a fé, o amor e a caridade, que são as bases de uma vida espiritualmente protegida.
NAVEGANTES DA ESPIRITUALIDADE
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