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Quem desencarna sente saudade da família?Como são acolhidos nesse sentido.

  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

Você já se perguntou se os espíritos que desencarnaram sentem saudade de quem ainda está encarnado?


Essa é uma dúvida comum entre as pessoas que buscam compreender melhor a vida após a morte e o que acontece com os entes queridos que partem. A doutrina espírita traz ensinamentos profundos sobre esse tema, mostrando que o apego e a saudade são sentimentos que persistem no plano espiritual, mas que também há formas de acolhimento e amparo para quem desencarna.


Vista aérea de colônia espiritual tranquila com jardins e caminhos iluminados
Colônia espiritual acolhedora com jardins e caminhos iluminados

Como os espíritos sentem saudade de quem partiu?


Quando um ente querido que partiu deixa o corpo físico, ele mantém os laços afetivos que construiu durante a vida. Essa ligação gera uma saudade natural, pois o espírito ainda está ligado às pessoas e aos lugares que amava. Essa saudade pode ser intensa, principalmente se o desencarne ocorreu de forma inesperada ou traumática.


No plano espiritual, essa saudade não é igual à que sentimos na Terra. Ela é mais sutil, mas ainda assim presente. Os espíritos sentem falta do contato físico, das conversas e do convívio diário. Essa ausência pode causar angústia e tristeza, especialmente para aqueles que se apegam muito à família e aos bens materiais.


O papel das colônias espirituais no acolhimento


Logo após o desencarne, o espírito é recebido em colônias espirituais, locais de recuperação e aprendizado. Essas colônias são ambientes de luz e paz, onde o espírito encontra amigos espirituais e mentores que o auxiliam a compreender sua nova condição.


Nessas colônias, o espírito recebe:


  • Amparo emocional para lidar com a saudade de quem ficou encarnado

  • Orientação espiritual para entender o processo de desencarne

  • Atividades de recuperação que ajudam a fortalecer o espírito e aliviar o sofrimento


Esse acolhimento é fundamental para que o espírito possa se libertar do apego excessivo e iniciar sua evolução no plano espiritual.


Como os espíritos lidam com a saudade da família?


Os espíritos que desencarnam aprendem, com o tempo, a transformar a saudade em uma energia positiva. Eles compreendem que a vida após a morte é uma continuidade e que o reencontro com os entes queridos acontecerá em um momento oportuno.


Algumas formas de lidar com essa saudade incluem:


  • Contato com amigos espirituais que oferecem conforto e companhia

  • Participação em atividades espirituais que promovem o crescimento interior

  • Reflexão sobre a missão cumprida na Terra e o aprendizado adquirido


Essas práticas ajudam o espírito a superar a dor da separação e a preparar-se para novas etapas de sua jornada.


O amparo para espíritos apegados à família


Nem todos os espíritos conseguem desapegar-se facilmente. Aqueles que partem com forte apego à família podem sentir-se perdidos e confusos. Para esses casos, o amparo espiritual é ainda mais intenso.


Os amigos espirituais e mentores dedicam atenção especial a quem desencarna, oferecendo:


  • Diálogo e escuta atenta para acolher suas emoções

  • Terapias espirituais que auxiliam na liberação do apego

  • Orientação para o reencontro futuro com os familiares encarnados


Esse cuidado evita que o espírito fique preso em sofrimento e ajuda a promover sua paz interior.


Como você pode ajudar quem partiu e quem ficou?


Se você sente saudades de quem partiu, saiba que essa ligação é natural e pode ser fortalecida de forma saudável. Algumas atitudes que ajudam tanto você quanto o ente querido que partiu são:


  • Oração e preces para enviar energias de amor e conforto

  • Pensamentos positivos e lembranças felizes que elevam a vibração espiritual

  • Participação em grupos de estudo e práticas espirituais que promovem a conexão com o plano espiritual


Essas ações criam um canal de comunicação e amparo entre os dois planos, facilitando o processo de cura para ambos.

A saudade entre os dois planos não deve ser vista como algo ruim ou perigoso, mas como uma expressão natural do amor que não termina com a morte. O que precisa ser cuidado é o apego que paralisa, a dor que se transforma em desespero e a culpa que impede tanto quem ficou quanto quem partiu de seguirem em paz. Amar quem desencarnou não significa prender, mas aprender a transformar a ausência física em presença espiritual, oração, gratidão e confiança.


Por isso, se você sente saudade de alguém que já partiu, não se culpe. Ore, envie amor, cultive boas lembranças e permita que a vida continue fluindo. A morte separa os corpos, mas não destrói os vínculos verdadeiros da alma. O reencontro acontecerá no tempo certo, e enquanto esse dia não chega, o melhor caminho é seguir vivendo com fé, levando adiante o amor que essa pessoa deixou em você. Paz e luz

,João Ribeiro


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